Setor superou R$ 76 bilhões em 2025 e mira prevenção, tecnologia e longevidade animal como principais apostas para o ano.
O Brasil é um dos maiores mercados pet do mundo, e os números de 2026 confirmam que essa tendência não dá sinais de desaceleração. Após um 2025 histórico, com faturamento superior a R$ 76 bilhões, o setor projeta crescimento de cerca de 12% para este ano, impulsionado por mudanças profundas no comportamento dos tutores e pelo avanço da tecnologia aplicada à saúde animal. Quem convive com um cão ou gato provavelmente já percebeu essa transformação no dia a dia: mais opções de planos de saúde, mais produtos funcionais nas prateleiras e veterinários cada vez mais especializados. Mas o que está por trás desse crescimento e o que ele significa para quem tem um pet em casa?
Da medicina reativa ao cuidado preventivo
Uma das mudanças mais relevantes no setor nos últimos anos é a migração do modelo reativo para o preventivo. Durante décadas, o modelo dominante de cuidado veterinário no Brasil seguiu um padrão reativo: o animal só ia ao veterinário quando apresentava sinais evidentes de doença, dor ou emergência. A consulta anual para vacinação era considerada suficiente, e qualquer gasto além disso era visto como um imprevisto a ser absorvido pontualmente. Adotar
Esse cenário está mudando de forma acelerada. Em 2025, o Brasil ultrapassou a marca de 900 mil animais de estimação cobertos por planos de saúde veterinários, um crescimento de 260% em cinco anos. A pesquisa da ABINPET em parceria com o Instituto Datafolha revelou que 67% dos tutores com animais cobertos por planos de saúde realizaram ao menos três consultas veterinárias preventivas no ano anterior, contra apenas 1,2 consulta média entre tutores sem plano, uma diferença de 2,5 vezes no acesso ao cuidado. Isso mostra que o plano de saúde pet não é apenas um instrumento financeiro, mas um fator que muda o comportamento do tutor na direção da prevenção. Adotar
Para a MSD Saúde Animal, o futuro do mercado está ancorado na capacidade de prever necessidades antes que elas se tornem problemas clínicos. Segundo o diretor da unidade de negócios de Animais de Companhia da empresa, o novo tutor é digital, bem informado e busca por longevidade, não quer apenas remediar. Essa mudança de perfil do tutor é o motor principal do crescimento do setor. Opresentepet
Tecnologia e inovação transformando o cuidado com os pets
Uma das tendências mais promissoras é o uso de inteligência artificial para monitorar a saúde dos pets. Dispositivos inteligentes estão sendo desenvolvidos para rastrear a atividade física, hábitos alimentares e até mesmo o humor dos animais, fornecendo dados em tempo real aos donos e veterinários, o que muda tudo em termos de prevenção e tratamento precoce de doenças. Viralprodutos
No campo dos planos de saúde, a inovação também avança. A startup brasileira PetBit desenvolveu um sistema que analisa o histórico clínico digital do animal, a raça, o histórico vacinal e o CEP de residência do tutor para calcular, em tempo real, o risco individual de sinistros e precificar a apólice com precisão inédita no setor. Segundo o CEO da empresa, o modelo permite oferecer prêmios até 35% menores para animais com histórico preventivo comprovado. Além disso, algoritmos de análise de documentos veterinários já estão reduzindo o prazo médio de liquidação de sinistros de 12 dias úteis para menos de 48 horas em plataformas digitais. Adotar
Para quem tem um pet em casa, esse ecossistema em expansão traz mais opções, mais acesso e preços mais competitivos. A tendência é que nos próximos anos os cuidados com animais de estimação sigam se sofisticando no Brasil, acompanhando o que já acontece em países como Estados Unidos e Alemanha, onde o bem-estar animal faz parte da agenda de saúde pública. O tutor brasileiro está mais exigente, mais informado e mais disposto a investir na qualidade de vida do seu companheiro de quatro patas.
Fontes: O Presente Pet | Blog do Adotar | Viral Produtos
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

