A moda se transforma constantemente, acompanhando mudanças culturais, comportamentais e sociais. Assim como destaca Cristiane Ruon dos Santos, colecionadora de objetos antigos, a cada temporada surgem novas cores, modelagens e combinações que rapidamente conquistam espaço nas vitrines e nas redes sociais. Diante desse cenário, muitas pessoas passam a questionar se vale a pena seguir todas as novidades ou investir na construção de um estilo próprio que permaneça relevante ao longo do tempo.
Neste conteúdo, serão analisadas as diferenças entre tendência e estilo, os impactos de cada escolha e como desenvolver um guarda-roupa mais coerente com a rotina.
O que diferencia tendência de estilo?
As tendências representam movimentos temporários que influenciam o mercado da moda durante determinado período. Elas surgem a partir de desfiles, referências culturais, comportamento do consumidor e estratégias da indústria, ganhando força até serem substituídas por novas propostas. Essa constante renovação estimula o consumo e mantém o setor em permanente transformação. Em muitos casos, tendências refletem mudanças sociais e culturais, tornando-se uma forma de expressão coletiva em determinada época. No entanto, sua rápida renovação faz com que muitas peças percam destaque em pouco tempo.
O estilo, por sua vez, possui características mais duradouras. Ele resulta da combinação entre preferências pessoais, hábitos, rotina, personalidade e objetivos individuais. Embora possa evoluir com o passar dos anos, Cristiane Ruon dos Santos comenta que dificilmente muda na mesma velocidade das tendências, justamente porque está relacionado à identidade de cada pessoa e não apenas às novidades do mercado. Desenvolver um estilo próprio contribui para escolhas mais seguras e alinhadas ao cotidiano. Além disso, facilita a construção de um guarda-roupa funcional, composto por peças que permanecem úteis por longos períodos.
Compreender essa diferença permite fazer escolhas mais conscientes. Em vez de substituir o guarda-roupa sempre que uma nova tendência surge, torna-se possível selecionar apenas aquilo que realmente complementa o estilo já construído, preservando a autenticidade e evitando compras pouco aproveitadas. Essa postura também favorece um consumo mais equilibrado e reduz o desperdício de roupas adquiridas por impulso. Assim, é possível acompanhar novidades da moda sem abrir mão da identidade pessoal e do planejamento nas compras.

Seguir tendências sempre vale a pena?
Não existe uma resposta única para essa questão, pois o impacto das tendências depende da forma como elas são incorporadas ao dia a dia. Para algumas pessoas, experimentar novidades representa uma maneira de expressar criatividade e acompanhar mudanças culturais. Para outras, a constante necessidade de atualização pode gerar gastos desnecessários e um acúmulo de peças pouco utilizadas.
Outro ponto importante, conforme Cristiane Ruon dos Santos, envolve a velocidade com que determinadas tendências deixam de ser relevantes. Itens extremamente populares em um período podem perder espaço poucos meses depois, reduzindo seu uso e aumentando a sensação de que o guarda-roupa está constantemente desatualizado. Esse ciclo favorece o consumo frequente e nem sempre proporciona um bom aproveitamento das roupas adquiridas.
Como construir um estilo que permanece atual?
Desenvolver um estilo consistente começa pela observação da própria rotina. As atividades realizadas diariamente, os ambientes frequentados e as preferências individuais oferecem informações importantes sobre quais peças realmente fazem sentido. Quando essas características orientam as escolhas, o resultado costuma ser um guarda-roupa mais funcional e coerente.
Também vale dedicar atenção à qualidade das roupas e à versatilidade das combinações. Peças bem confeccionadas, com modelagens equilibradas e cores fáceis de combinar, tendem a permanecer úteis durante muitos anos. Na visão de Cristiane Ruon dos Santos, essa estratégia reduz a dependência das tendências passageiras e amplia as possibilidades de uso sem exigir constantes renovações.
Construir um estilo próprio não significa ignorar as novidades da moda. Pelo contrário, permite selecionar apenas aquilo que dialoga com a identidade pessoal, aproveitando tendências de maneira equilibrada e consciente. Assim, cada nova aquisição passa a contribuir para um conjunto harmonioso, em vez de representar apenas uma compra motivada pelo momento.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

