Tutores que pretendem viajar dos Estados Unidos para a Nova Zelândia com cães ou gatos deverão incluir novas etapas no planejamento da viagem. As mudanças anunciadas pela Animal and Plant Health Inspection Service (APHIS), ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), serão aplicadas aos animais que chegarem ao país a partir de 1º de abril de 2027.
As exigências envolvem principalmente o teste de titulação de anticorpos contra a raiva, conhecido pela sigla RNATT, e a conferência da identificação do animal. A orientação se aplica a cães e gatos provenientes dos estados norte-americanos, com exceção de Havaí, Guam e Samoa Americana. A data de entrada na Nova Zelândia é determinante para definir qual procedimento deverá ser seguido.
O que muda no exame de raiva
O RNATT é um exame laboratorial usado para verificar a resposta de anticorpos do animal contra o vírus da raiva. Conforme a orientação oficial da APHIS/USDA sobre viagens de animais dos Estados Unidos para a Nova Zelândia, a coleta de sangue deverá ser relacionada à verificação da identificação do cão ou gato em determinadas janelas de tempo antes do embarque.
Quando a amostra for coletada entre seis e 12 meses antes da entrada na Nova Zelândia, o animal deverá passar por uma verificação de identificação antes da realização do exame. Já nos casos em que o sangue for coletado entre três e seis meses antes da viagem, a identificação deverá ser conferida duas vezes, de acordo com o procedimento descrito pela autoridade norte-americana.
A medida torna necessário organizar com antecedência a consulta veterinária, a identificação do animal, a coleta de sangue e a análise laboratorial. O tutor também deverá confirmar os prazos aplicáveis ao seu itinerário, porque uma amostra coletada fora da janela adequada pode não atender às condições exigidas para a entrada no país.
Microchip passa a ter papel central na preparação
A conferência do microchip é uma das etapas destacadas na atualização. O objetivo é assegurar que a identificação verificada corresponda ao cão ou gato submetido à coleta de sangue e ao processo documental. Por isso, a checagem não deve ser tratada como uma providência separada ou deixada para os últimos dias antes do embarque.
Na prática, famílias que estejam se mudando, viajando por período prolongado ou transportando animais para a Nova Zelândia precisarão alinhar o cronograma com um veterinário e com os responsáveis pela certificação. Também será importante manter os registros do procedimento e do exame compatíveis com a documentação exigida pelas autoridades.
A preparação inclui ainda uma declaração veterinária oficial endossada pelo USDA. O documento faz parte do conjunto de informações solicitado para a exportação e deve ser providenciado conforme o procedimento aplicável à data da chegada. A APHIS recomenda que os responsáveis consultem as exigências específicas antes de iniciar o processo.
Data de chegada define a regra aplicável
Animais que entrarem na Nova Zelândia antes de 1º de abril de 2027 continuarão sujeitos às regras atualmente vigentes, segundo a página oficial. Para chegadas a partir dessa data, passam a valer as novas orientações sobre o RNATT e a verificação da identificação.
Essa diferença é relevante para quem já comprou a passagem ou está planejando uma mudança internacional. O calendário deve considerar não apenas o dia do voo, mas também o tempo necessário para microchip, conferências, coleta de sangue, resultado do exame e emissão ou endosso dos documentos veterinários.
O histórico de alterações publicado pela APHIS sobre requisitos para exportação de animais vivos reúne atualizações relacionadas a certificados e procedimentos de viagens internacionais. A consulta a esse registro pode ajudar tutores e profissionais a acompanhar mudanças nas exigências oficiais, mas não substitui a avaliação veterinária nem a confirmação das regras do país de destino.
Como os tutores devem se organizar
O primeiro passo é verificar se o animal se enquadra na regra destinada aos Estados Unidos e confirmar a data prevista de entrada na Nova Zelândia. Em seguida, o tutor deve procurar orientação veterinária para revisar a identificação, planejar a coleta do sangue dentro do prazo correto e entender as conferências exigidas para o RNATT.
Também é recomendável reunir os documentos com antecedência e verificar o processo de endosso pelo USDA. Como as exigências podem depender do momento da chegada e do intervalo entre os procedimentos, deixar a preparação para as semanas anteriores à viagem aumenta o risco de atrasos ou de documentação incompleta.

